Estética de Títeres de Porrete

O espetáculo Os Títeres de Porrete retoma as raízes da vanguarda, o voo imagético na construção do desenho cênico, aberto, elástico, enérgico. A cor que vislumbra e ponteia o conhecimento. Amplia a condição humana, as ações dramáticas, os conflitos internos da personagem e a verdade mais que o verdadeiro. Uma poética popcreta, antiilusionista, uma alusão aos costumes sociais, às atitudes dos artistas e à mudança.

A Cia. de Teatro Pro Dia Nascer Feliz que é formada por estudantes da Rede Pública de Santa Rita – PB, inseridos no projeto Ação Pós Escola da ONG Pro Dia Nascer Feliz em Parceria com o Instituto Alpargatas. Estreiou no XX Festival de Teatro do Estudante, Teatro Lima Penante, trás no elenco Claudson Pereira, Wallace Barbosa, Rafael Salles, Natália Alves Honorato, Ericles Morais, Emanuel Felipe, Kaliandra Kaline. O espetáculo, com duração de 40 minutos tem direção de Tony Rodrigues e Adriano Araújo, figurinos e adereços de Luiza Maria, cenário de Jailton Oliveira, música de Maurício de Olinda, correlaciona um enredo nas vertentes do folclore, do Carnaval e das brincadeiras populares.

Uma estética que originou-se nos mimos medievais, renasceu na commedia dell’arte e fundiu-se no teatro brasileiro com uma poética popular. Os laços de interrelação do espectador e o espetáculo, está na descoberta do mise en scène, a visão ampla da cena, pela qual, traduz e registra o modo de viver das pessoas mais simples. Busca resistir a todo tipo de opressão, preocupando-se com a verossimilhança, o questionamento de valores, a reflexão e o sentido. Com elementos farsescos, libidinosos, congruentes, dimensiona o ator a pré-estabelecer conflitos internos para realimentar de tensões naturais as ações do espetáculo.










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